{"id":767,"date":"2020-07-31T14:32:00","date_gmt":"2020-07-31T17:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/saudepositiva.fw2web.com.br\/?p=767"},"modified":"2020-08-03T16:31:19","modified_gmt":"2020-08-03T19:31:19","slug":"possivel-cura-da-aids-tratamento-brasileiro-teria-eliminado-o-hiv-de-um-paciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/noticias\/possivel-cura-da-aids-tratamento-brasileiro-teria-eliminado-o-hiv-de-um-paciente\/767\/","title":{"rendered":"Poss\u00edvel cura da AIDS? Tratamento brasileiro teria eliminado o HIV de um paciente"},"content":{"rendered":"\n<p>A remiss\u00e3o da&nbsp;infec\u00e7\u00e3o pelo HIV&nbsp;pode estar mais pr\u00f3xima. Ricardo Sobhie Diaz, diretor do Laborat\u00f3rio de Retrovirologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina (EPM\/ Unifesp), apresentou uma pesquisa com resultados muito promissores na 23\u00aa Confer\u00eancia Internacional de Aids, que aconteceu dos dias 6 a 10 de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador e sua equipe, foi poss\u00edvel eliminar o HIV do organismo de um paciente com um supertratamento. O homem, um brasileiro de 34 anos diagnosticado com o v\u00edrus em 2012, est\u00e1 sem&nbsp;detec\u00e7\u00e3o da&nbsp;carga viral&nbsp;no sangue&nbsp;h\u00e1 mais de dois anos&nbsp;sem tomar medicamentos. Ele foi tratado com uma base de terapia antirretroviral refor\u00e7ada com outras subst\u00e2ncias. O tratamento intensivo foi interrompido e ap\u00f3s 57 semanas sem receber&nbsp;a terapia antirretroviral&nbsp;e fazendo exames regulares, o&nbsp;RNA&nbsp;de HIV nas c\u00e9lulas do paciente continuou negativo assim como seu exame de anticorpos&nbsp;para o&nbsp;HIV.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa contou com a participa\u00e7\u00e3o de 30 volunt\u00e1rios que possuem carga viral indetect\u00e1vel, e est\u00e3o sob tratamento padr\u00e3o, ou seja, est\u00e3o usando uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas tipos de antirretrovirais, mais conhecida como \u201ccoquetel\u201d. Os volunt\u00e1rios foram divididos em seis subgrupos, recebendo, cada um deles, diferentes combina\u00e7\u00f5es de rem\u00e9dios, al\u00e9m do pr\u00f3prio \u201ccoquetel\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os integrantes do subgrupo que apresentou os melhores resultados at\u00e9 o momento, foram administrados mais dois antirretrovirais: o dolutegravir e o&nbsp;maraviroque. Al\u00e9m disso, os volunt\u00e1rios receberam duas subst\u00e2ncias que potencializam o efeito dos medicamentos: a nicotinamida \u2013 uma das duas formas da vitamina B3 \u2013, que mostrou ser capaz de impedir que o HIV se escondesse nas c\u00e9lulas; e a auranofina \u2013 que revelou um potencial para encontrar a c\u00e9lula infectada e lev\u00e1-la ao suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para refor\u00e7ar a imunidade dos pacientes contra o v\u00edrus, os pesquisadores desenvolveram uma vacina que conseguiu ensinar o organismo dos volunt\u00e1rios a encontrar c\u00e9lulas infectadas e destru\u00ed-las, eliminando o HIV.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seis pacientes que fizeram parte do subgrupo que recebeu o supertratamento ainda aguardam o resultado da terceira dose da vacina. Apenas ap\u00f3s an\u00e1lise do sangue e realiza\u00e7\u00e3o de bi\u00f3psias dos pacientes, os medicamentos ser\u00e3o suspensos e haver\u00e1 um acompanhamento sobre como o organismo ir\u00e1 reagir. Segundo o pesquisador Ricardo Sobhie Diaz, apenas ap\u00f3s isso ser\u00e1 poss\u00edvel falar em cura.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A remiss\u00e3o da&nbsp;infec\u00e7\u00e3o pelo HIV&nbsp;pode estar mais pr\u00f3xima. Ricardo Sobhie Diaz, diretor do Laborat\u00f3rio de Retrovirologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina (EPM\/ Unifesp), apresentou uma pesquisa com resultados muito promissores na 23\u00aa Confer\u00eancia Internacional de Aids, que aconteceu dos dias 6 a 10 de julho. Segundo o pesquisador e sua equipe, foi poss\u00edvel eliminar o HIV do organismo de um paciente com um supertratamento. O homem, um brasileiro de 34 anos diagnosticado com o v\u00edrus em 2012, est\u00e1 sem&nbsp;detec\u00e7\u00e3o da&nbsp;carga viral&nbsp;no sangue&nbsp;h\u00e1 mais de dois anos&nbsp;sem tomar medicamentos. Ele foi tratado com uma base de terapia antirretroviral refor\u00e7ada com outras subst\u00e2ncias. O tratamento intensivo foi interrompido e ap\u00f3s 57 semanas sem receber&nbsp;a terapia antirretroviral&nbsp;e fazendo exames regulares, o&nbsp;RNA&nbsp;de HIV nas c\u00e9lulas do paciente continuou negativo assim como seu exame de anticorpos&nbsp;para o&nbsp;HIV. A pesquisa contou com a participa\u00e7\u00e3o de 30 volunt\u00e1rios que possuem carga viral indetect\u00e1vel, e est\u00e3o sob tratamento padr\u00e3o, ou seja, est\u00e3o usando uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas tipos de antirretrovirais, mais conhecida como \u201ccoquetel\u201d. Os volunt\u00e1rios foram divididos em seis subgrupos, recebendo, cada um deles, diferentes combina\u00e7\u00f5es de rem\u00e9dios, al\u00e9m do pr\u00f3prio \u201ccoquetel\u201d.&nbsp; Para os integrantes do subgrupo que apresentou os melhores resultados at\u00e9 o momento, foram administrados mais dois antirretrovirais: o dolutegravir e o&nbsp;maraviroque. Al\u00e9m disso, os volunt\u00e1rios receberam duas subst\u00e2ncias que potencializam o efeito dos medicamentos: a nicotinamida \u2013 uma das duas formas da vitamina B3 \u2013, que mostrou ser capaz de impedir que o HIV se escondesse nas c\u00e9lulas; e a auranofina \u2013 que revelou um potencial para encontrar a c\u00e9lula infectada e lev\u00e1-la ao suic\u00eddio. Para refor\u00e7ar a imunidade dos pacientes contra o v\u00edrus, os pesquisadores desenvolveram uma vacina que conseguiu ensinar o organismo dos volunt\u00e1rios a encontrar c\u00e9lulas infectadas e destru\u00ed-las, eliminando o HIV. Os seis pacientes que fizeram parte do subgrupo que recebeu o supertratamento ainda aguardam o resultado da terceira dose da vacina. Apenas ap\u00f3s an\u00e1lise do sangue e realiza\u00e7\u00e3o de bi\u00f3psias dos pacientes, os medicamentos ser\u00e3o suspensos e haver\u00e1 um acompanhamento sobre como o organismo ir\u00e1 reagir. 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