{"id":1878,"date":"2021-07-22T12:19:25","date_gmt":"2021-07-22T15:19:25","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1878"},"modified":"2021-07-22T12:19:25","modified_gmt":"2021-07-22T15:19:25","slug":"metabolismo-da-glicose-pode-indicar-esconderijo-do-virus-hiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/noticias\/metabolismo-da-glicose-pode-indicar-esconderijo-do-virus-hiv\/1878\/","title":{"rendered":"Metabolismo da glicose pode indicar esconderijo do v\u00edrus HIV"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"548\" height=\"546\" src=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CardNoticiaMetabolismo.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1881\" srcset=\"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CardNoticiaMetabolismo.jpeg 548w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CardNoticiaMetabolismo-300x300.jpeg 300w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CardNoticiaMetabolismo-150x150.jpeg 150w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CardNoticiaMetabolismo-75x75.jpeg 75w\" sizes=\"(max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1983, cientistas identificaram o HIV como o v\u00edrus causador da aids. Apesar das in\u00fameras pesquisas feitas desde ent\u00e3o, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar uma cura para a doen\u00e7a. Mas, agora, parece que estamos um pouco mais perto dessa conquista, conforme mostra um artigo publicado nesta ter\u00e7a-feira (20) no peri\u00f3dico EMBO Molecular Medicine.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes obst\u00e1culos para encontrar uma cura para a infec\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado ao comportamento do HIV: o v\u00edrus consegue introduzir seu material gen\u00e9tico em genes humanos e permanecer \u201coculto\u201d, escapando da vigil\u00e2ncia imunol\u00f3gica do nosso organismo. Dessa forma, as c\u00e9lulas podem persistir silenciosamente infectadas por um per\u00edodo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ajudar a solucionar esse problema, o time internacional de pesquisadores, que inclui membros da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), prop\u00f5e a observa\u00e7\u00e3o do estado metab\u00f3lico das c\u00e9lulas. \u201cO metabolismo celular \u00e9 a nova fronteira na luta contra muitas enfermidades\u201d, afirma, em nota, o pesquisador italiano Iart Luca Shytaj, professor visitante da Unifesp.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, os especialistas notaram que os reservat\u00f3rios virais, onde o HIV pode se esconder e resistir a medicamentos antirretrovirais, s\u00e3o caracterizados por uma altera\u00e7\u00e3o no metabolismo da glicose. Como consequ\u00eancia, as c\u00e9lulas contaminadas pelo v\u00edrus dependem de vias alternativas para metabolizar o a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir disso, os pesquisadores conclu\u00edram que combinar drogas capazes de inibir as vias alternativas pode ser um bom caminho para eliminar as c\u00e9lulas infectadas. E a ideia j\u00e1 est\u00e1 saindo do papel. \u201cA descoberta neste estudo integra bem os resultados do nosso ensaio cl\u00ednico\u201d, comenta o pesquisador Ricardo Sobhie Diaz, professor da Unifesp.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, o estudo mostra como o efeito da auranofina, medicamento que j\u00e1 apresentou bons resultados em ensaios cl\u00ednicos anteriores, pode ser refor\u00e7ado, e confirma a import\u00e2ncia do metabolismo da glicose na infec\u00e7\u00e3o causada pelo HIV. Explorando essa alternativa, um novo ensaio cl\u00ednico est\u00e1 programado para come\u00e7ar em 2022 na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:<\/strong>&nbsp;Revista Galileu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1983, cientistas identificaram o HIV como o v\u00edrus causador da aids. Apesar das in\u00fameras pesquisas feitas desde ent\u00e3o, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel encontrar uma cura para a doen\u00e7a. Mas, agora, parece que estamos um pouco mais perto dessa conquista, conforme mostra um artigo publicado nesta ter\u00e7a-feira (20) no peri\u00f3dico EMBO Molecular Medicine. Um dos grandes obst\u00e1culos para encontrar uma cura para a infec\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado ao comportamento do HIV: o v\u00edrus consegue introduzir seu material gen\u00e9tico em genes humanos e permanecer \u201coculto\u201d, escapando da vigil\u00e2ncia imunol\u00f3gica do nosso organismo. Dessa forma, as c\u00e9lulas podem persistir silenciosamente infectadas por um per\u00edodo indeterminado. Para ajudar a solucionar esse problema, o time internacional de pesquisadores, que inclui membros da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), prop\u00f5e a observa\u00e7\u00e3o do estado metab\u00f3lico das c\u00e9lulas. \u201cO metabolismo celular \u00e9 a nova fronteira na luta contra muitas enfermidades\u201d, afirma, em nota, o pesquisador italiano Iart Luca Shytaj, professor visitante da Unifesp. No estudo, os especialistas notaram que os reservat\u00f3rios virais, onde o HIV pode se esconder e resistir a medicamentos antirretrovirais, s\u00e3o caracterizados por uma altera\u00e7\u00e3o no metabolismo da glicose. Como consequ\u00eancia, as c\u00e9lulas contaminadas pelo v\u00edrus dependem de vias alternativas para metabolizar o a\u00e7\u00facar. 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