{"id":1828,"date":"2021-07-06T20:41:18","date_gmt":"2021-07-06T23:41:18","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1828"},"modified":"2021-07-06T20:41:18","modified_gmt":"2021-07-06T23:41:18","slug":"estudo-mostra-resistencia-de-mutacao-do-hiv-a-antirretroviral-utilizado-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/noticias\/estudo-mostra-resistencia-de-mutacao-do-hiv-a-antirretroviral-utilizado-no-pais\/1828\/","title":{"rendered":"Estudo mostra resist\u00eancia de muta\u00e7\u00e3o do HIV a antirretroviral utilizado no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"879\" height=\"510\" src=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HIVTeste.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1831\" srcset=\"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HIVTeste.jpg 879w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HIVTeste-300x174.jpg 300w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HIVTeste-768x446.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 879px) 100vw, 879px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um\u00a0estudo\u00a0realizado por pesquisadores do Departamento de\u00a0Medicina\u00a0da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) mostra o aumento de uma muta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do v\u00edrus HIV, a K65R.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta \u00e9 particularmente preocupante, porque essa muta\u00e7\u00e3o seria bastante resistente \u00e0 uma medica\u00e7\u00e3o utilizada no Brasil no tratamento antirretroviral, o Tenofovir (TDF).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o medicamento de primeira linha para come\u00e7ar o tratamento padr\u00e3o do HIV em pessoas virgens para o tratamento no Brasil\u201d, explica Bernardino Geraldo Alves Souto, professor do departamento de medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), que participou da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi iniciada por conta de uma parceria entre Brasil e Portugal, e analisou mais de 20 mil sequ\u00eancias gen\u00e9ticas de HIV de pacientes brasileiros para chegar \u00e0s conclus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram coletadas amostras em pacientes em tratamento antirretroviral, no per\u00edodo entre 2008 e 2017, no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, coordenada por Nuno Miguel Sampaio Os\u00f3rio, da Universidade do Minho, em Portugal, mostra que a preval\u00eancia da K65R era de 2,23%, em 2008, e esse montante cresceu para 12,11% em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tratamento que o Brasil est\u00e1 adotando como padr\u00e3o para come\u00e7ar a tratar as pessoas j\u00e1 tem 12% de resist\u00eancia, ent\u00e3o vamos precisar rever isso\u201d, resume Souto.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou maior carga viral nas pessoas em que a muta\u00e7\u00e3o foi encontrada, o que refor\u00e7a a conclus\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia de resist\u00eancia ao TDF.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"h-mudan-as-nos-tratamentos-antirretrovirais-brasileiros\"><strong>Mudan\u00e7as nos tratamentos antirretrovirais brasileiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo em que o estudo foi desenvolvido, o Brasil realizou algumas mudan\u00e7as nos protocolos antirretrovirais. Uma delas foi a substitui\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o Zidovudina pelo Tenofovir e isso \u00e9 um fator que pode ter contribu\u00eddo para a preval\u00eancia da muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m destaca que essas descobertas podem explicar alguns pontos com rela\u00e7\u00e3o a uma maior propor\u00e7\u00e3o de casos de fal\u00eancia terap\u00eautica no Brasil, ao passo que o n\u00famero de novas pessoas infectadas cai globalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil registrou, em 2019, 48 mil novas infec\u00e7\u00f5es e 14 mil mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os especialistas, a chamada genotipagem universal, que \u00e9 quando todos os casos diagnosticados s\u00e3o geneticamente avaliados para definir o melhor tratamento, s\u00e3o a melhor sa\u00edda para evitar mortes e aumentar a assertividade nos tratamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a genotipagem, \u00e9 poss\u00edvel definir um coquetel que impe\u00e7a a reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e evitar a muta\u00e7\u00e3o. \u201cEu j\u00e1 escolho um coquetel que consegue driblar essas muta\u00e7\u00f5es e atacar o v\u00edrus. Se eu n\u00e3o tenho essa informa\u00e7\u00e3o, eu dou um coquetel e, se o v\u00edrus j\u00e1 \u00e9 resistente, ele n\u00e3o vai ser eficaz, a pessoa n\u00e3o vai se beneficiar do tratamento e ainda vai transmitir o v\u00edrus resistente\u201d, aponta Souto.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de verifica\u00e7\u00e3o por meio de genotipagem, no entanto, s\u00f3 \u00e9 feita atualmente ap\u00f3s seis meses da falha terap\u00eautica. E, para Soute, a maior barreira \u00e9 a log\u00edstica. <\/p>\n\n\n\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es : https:\/\/agenciaaids.com.br\/noticia\/hiv-estudo-aponta-resistencia-de-mutacao-a-remedio-usado-no-brasil\/<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um\u00a0estudo\u00a0realizado por pesquisadores do Departamento de\u00a0Medicina\u00a0da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) mostra o aumento de uma muta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do v\u00edrus HIV, a K65R. A descoberta \u00e9 particularmente preocupante, porque essa muta\u00e7\u00e3o seria bastante resistente \u00e0 uma medica\u00e7\u00e3o utilizada no Brasil no tratamento antirretroviral, o Tenofovir (TDF). \u201c\u00c9 o medicamento de primeira linha para come\u00e7ar o tratamento padr\u00e3o do HIV em pessoas virgens para o tratamento no Brasil\u201d, explica Bernardino Geraldo Alves Souto, professor do departamento de medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), que participou da pesquisa. A pesquisa foi iniciada por conta de uma parceria entre Brasil e Portugal, e analisou mais de 20 mil sequ\u00eancias gen\u00e9ticas de HIV de pacientes brasileiros para chegar \u00e0s conclus\u00f5es. Foram coletadas amostras em pacientes em tratamento antirretroviral, no per\u00edodo entre 2008 e 2017, no Brasil. A pesquisa, coordenada por Nuno Miguel Sampaio Os\u00f3rio, da Universidade do Minho, em Portugal, mostra que a preval\u00eancia da K65R era de 2,23%, em 2008, e esse montante cresceu para 12,11% em 2017. \u201cEsse tratamento que o Brasil est\u00e1 adotando como padr\u00e3o para come\u00e7ar a tratar as pessoas j\u00e1 tem 12% de resist\u00eancia, ent\u00e3o vamos precisar rever isso\u201d, resume Souto. O estudo tamb\u00e9m mostrou maior carga viral nas pessoas em que a muta\u00e7\u00e3o foi encontrada, o que refor\u00e7a a conclus\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia de resist\u00eancia ao TDF. Mudan\u00e7as nos tratamentos antirretrovirais brasileiros No per\u00edodo em que o estudo foi desenvolvido, o Brasil realizou algumas mudan\u00e7as nos protocolos antirretrovirais. Uma delas foi a substitui\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o Zidovudina pelo Tenofovir e isso \u00e9 um fator que pode ter contribu\u00eddo para a preval\u00eancia da muta\u00e7\u00e3o. O estudo tamb\u00e9m destaca que essas descobertas podem explicar alguns pontos com rela\u00e7\u00e3o a uma maior propor\u00e7\u00e3o de casos de fal\u00eancia terap\u00eautica no Brasil, ao passo que o n\u00famero de novas pessoas infectadas cai globalmente. O Brasil registrou, em 2019, 48 mil novas infec\u00e7\u00f5es e 14 mil mortes. Para os especialistas, a chamada genotipagem universal, que \u00e9 quando todos os casos diagnosticados s\u00e3o geneticamente avaliados para definir o melhor tratamento, s\u00e3o a melhor sa\u00edda para evitar mortes e aumentar a assertividade nos tratamentos. Com a genotipagem, \u00e9 poss\u00edvel definir um coquetel que impe\u00e7a a reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e evitar a muta\u00e7\u00e3o. \u201cEu j\u00e1 escolho um coquetel que consegue driblar essas muta\u00e7\u00f5es e atacar o v\u00edrus. 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