{"id":1522,"date":"2021-04-08T08:46:10","date_gmt":"2021-04-08T11:46:10","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1522"},"modified":"2021-04-08T08:47:42","modified_gmt":"2021-04-08T11:47:42","slug":"adesao-ao-tratamento-antirretroviral-tarv-e-qualidade-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/artigos\/adesao-ao-tratamento-antirretroviral-tarv-e-qualidade-de-vida\/1522\/","title":{"rendered":"Ades\u00e3o ao tratamento antirretroviral (TARV) e qualidade de vida"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:29% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1524 size-full\" srcset=\"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-300x300.png 300w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-150x150.png 150w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-768x768.png 768w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01-75x75.png 75w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>A\u00a0 infec\u00e7\u00e3o pelo\u00a0 v\u00edrus do HIV ainda \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o global,\u00a0 dados oficiais\u00a0 (UNAIDS, 2019) apontam para cerca de 1,7 milh\u00f5es de\u00a0 novos\u00a0 casos\u00a0 a\u00a0 cada\u00a0 ano . Entretanto,\u00a0 estes n\u00fameros assustadores j\u00e1 foram maiores em d\u00e9cadas passadas, assim como os tristes dados relacionados \u00e0 mortalidade das pessoas em decorr\u00eancia da AIDS.<\/p><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, os medicamentos respons\u00e1veis por reduzir a replica\u00e7\u00e3o viral (anti-retrovirais), tornaram-se&nbsp; importantes aliados&nbsp; no combate \u00e0 pandemia do HIV. O surgimento da terapia combinada em&nbsp; 1996, a&nbsp; evolu\u00e7\u00e3o&nbsp; dos&nbsp; esquemas&nbsp; antirretrovirais&nbsp; permitiu&nbsp; n\u00e3o&nbsp; s\u00f3&nbsp; reduzir os altos \u00edndices&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; e&nbsp; comorbidades nos&nbsp; pacientes&nbsp; infectados&nbsp; pelo v\u00edrus,&nbsp; como&nbsp; tamb\u00e9m promoveu a queda de novos casos ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus HIV passa a ser considerada uma condi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de sa\u00fade e com potencial controle end\u00eamico a partir da implementa\u00e7\u00e3o da Terapia Antirretroviral (TARV). Deste modo, nota-se a fundamental&nbsp; import\u00e2ncia&nbsp;&nbsp; da&nbsp;&nbsp; TARV&nbsp;&nbsp; frente&nbsp;&nbsp; \u00e0 epidemia do&nbsp; HIV, especialmente quando&nbsp; se analisa a&nbsp; estrat\u00e9gia de&nbsp; tratamento&nbsp; e preven\u00e7\u00e3o adotada pelo governo brasileiro, a partir de meados da d\u00e9cada de 1990, quando o&nbsp; Brasil passa a&nbsp;&nbsp; ofertar de forma&nbsp; universal&nbsp; e&nbsp; gratuitamente, por &nbsp;meio&nbsp; da&nbsp; Lei&nbsp; n\u00ba&nbsp; 9.313&nbsp; de&nbsp; 1996,&nbsp; os medicamentos&nbsp; necess\u00e1rios&nbsp; ao&nbsp; tratamento&nbsp; das pessoas vivendo com HIV\/Aids.<\/p>\n\n\n\n<p>Recente estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul,&nbsp; que buscou analisar a qualidade de vida e a ades\u00e3o \u00e0 terapia antirretroviral, aponta que a supress\u00e3o viral advinda do uso dos medicamentos antirretrovirais deve ser concomitante ao alcance de qualidade de vida PVHA e, assim,&nbsp; semelhante \u00e0s de pessoas que n\u00e3o vivem com HIV. E, portanto, o \u201calcance da longevidade prevista pelo uso adequado da TARV, a ades\u00e3o ao tratamento deve manter-se adequada ao longo dos anos, resultando na supress\u00e3o viral das pessoas vivendo com HIV\u201d (2020).<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra preocupa\u00e7\u00f5es sobre quest\u00f5es importantes quanto a alguns elementos que podem interferir na ades\u00e3o \u00e0 TARV. Os pontos mais relativos a baixa adess\u00e3o na amostra do estudo s\u00e3o o&nbsp; <strong>sigilo<\/strong> &#8211; que&nbsp; refere-se a n\u00e3o revela\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico e est\u00e1 relacionada, principalmente, com o estigma e a discrimina\u00e7\u00e3o -, os fatores de vulnerabilidade social como <strong>desemprego<\/strong>, <strong>baixa renda<\/strong> e <strong>baixa escolaridade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados deste estudo evidenciam que a qualidade de vida de pessoas com HIV fica comprometida, principalmente, pela preocupa\u00e7\u00e3o com o sigilo e preocupa\u00e7\u00e3o financeira. Em contrapartida, a confian\u00e7a no profissional \u00e9 promotora de ades\u00e3o, colaborando para a melhora da condi\u00e7\u00e3o de vida das pessoas que vivem com HIV.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<\/p>\n\n\n\n<p>PRIMEIRA, Marcelo Ribeiro et al. Qualidade de vida, ades\u00e3o e indicadores cl\u00ednicos em pessoas vivendo com HIV. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0103-21002020000100425&amp;script=sci_arttext#B2. Acesso em: 07 abr. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>UNAIDS. Joint United Nations Programme on HIV\/AIDS [Internet]. 2019&nbsp; Dispon\u00edvel&nbsp; em:&lt;<a href=\"https:\/\/www.unaids.org\/sites\/default\/files\/media_asset\/2019-UNAIDS-data_en.pdf\">https:\/\/www.unaids.org\/sites\/default\/files\/media_asset\/2019-UNAIDS-data_en.pdf<\/a>&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio&nbsp; da&nbsp; Sa\u00fade,&nbsp; Secretaria&nbsp; de&nbsp; Vigil\u00e2ncia&nbsp; em&nbsp; Sa\u00fade.&nbsp; Boletim Epidemiol\u00f3gico&nbsp; HIV.&nbsp; Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0 infec\u00e7\u00e3o pelo\u00a0 v\u00edrus do HIV ainda \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o global,\u00a0 dados oficiais\u00a0 (UNAIDS, 2019) apontam para cerca de 1,7 milh\u00f5es de\u00a0 novos\u00a0 casos\u00a0 a\u00a0 cada\u00a0 ano . Entretanto,\u00a0 estes n\u00fameros assustadores j\u00e1 foram maiores em d\u00e9cadas passadas, assim como os tristes dados relacionados \u00e0 mortalidade das pessoas em decorr\u00eancia da AIDS. Nos \u00faltimos anos, os medicamentos respons\u00e1veis por reduzir a replica\u00e7\u00e3o viral (anti-retrovirais), tornaram-se&nbsp; importantes aliados&nbsp; no combate \u00e0 pandemia do HIV. O surgimento da terapia combinada em&nbsp; 1996, a&nbsp; evolu\u00e7\u00e3o&nbsp; dos&nbsp; esquemas&nbsp; antirretrovirais&nbsp; permitiu&nbsp; n\u00e3o&nbsp; s\u00f3&nbsp; reduzir os altos \u00edndices&nbsp; de&nbsp; mortalidade&nbsp; e&nbsp; comorbidades nos&nbsp; pacientes&nbsp; infectados&nbsp; pelo v\u00edrus,&nbsp; como&nbsp; tamb\u00e9m promoveu a queda de novos casos ao longo dos anos. Diante disso, a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus HIV passa a ser considerada uma condi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de sa\u00fade e com potencial controle end\u00eamico a partir da implementa\u00e7\u00e3o da Terapia Antirretroviral (TARV). Deste modo, nota-se a fundamental&nbsp; import\u00e2ncia&nbsp;&nbsp; da&nbsp;&nbsp; TARV&nbsp;&nbsp; frente&nbsp;&nbsp; \u00e0 epidemia do&nbsp; HIV, especialmente quando&nbsp; se analisa a&nbsp; estrat\u00e9gia de&nbsp; tratamento&nbsp; e preven\u00e7\u00e3o adotada pelo governo brasileiro, a partir de meados da d\u00e9cada de 1990, quando o&nbsp; Brasil passa a&nbsp;&nbsp; ofertar de forma&nbsp; universal&nbsp; e&nbsp; gratuitamente, por &nbsp;meio&nbsp; da&nbsp; Lei&nbsp; n\u00ba&nbsp; 9.313&nbsp; de&nbsp; 1996,&nbsp; os medicamentos&nbsp; necess\u00e1rios&nbsp; ao&nbsp; tratamento&nbsp; das pessoas vivendo com HIV\/Aids. Recente estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul,&nbsp; que buscou analisar a qualidade de vida e a ades\u00e3o \u00e0 terapia antirretroviral, aponta que a supress\u00e3o viral advinda do uso dos medicamentos antirretrovirais deve ser concomitante ao alcance de qualidade de vida PVHA e, assim,&nbsp; semelhante \u00e0s de pessoas que n\u00e3o vivem com HIV. E, portanto, o \u201calcance da longevidade prevista pelo uso adequado da TARV, a ades\u00e3o ao tratamento deve manter-se adequada ao longo dos anos, resultando na supress\u00e3o viral das pessoas vivendo com HIV\u201d (2020). O estudo mostra preocupa\u00e7\u00f5es sobre quest\u00f5es importantes quanto a alguns elementos que podem interferir na ades\u00e3o \u00e0 TARV. Os pontos mais relativos a baixa adess\u00e3o na amostra do estudo s\u00e3o o&nbsp; sigilo &#8211; que&nbsp; refere-se a n\u00e3o revela\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico e est\u00e1 relacionada, principalmente, com o estigma e a discrimina\u00e7\u00e3o -, os fatores de vulnerabilidade social como desemprego, baixa renda e baixa escolaridade. Os resultados deste estudo evidenciam que a qualidade de vida de pessoas com HIV fica comprometida, principalmente, pela preocupa\u00e7\u00e3o com o sigilo e preocupa\u00e7\u00e3o financeira. Em contrapartida, a confian\u00e7a no profissional \u00e9 promotora de ades\u00e3o, colaborando para a melhora da condi\u00e7\u00e3o de vida das pessoas que vivem com HIV. Fontes: PRIMEIRA, Marcelo Ribeiro et al. Qualidade de vida, ades\u00e3o e indicadores cl\u00ednicos em pessoas vivendo com HIV. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0103-21002020000100425&amp;script=sci_arttext#B2. Acesso em: 07 abr. 2021. UNAIDS. Joint United Nations Programme on HIV\/AIDS [Internet]. 2019&nbsp; Dispon\u00edvel&nbsp; em:&lt;https:\/\/www.unaids.org\/sites\/default\/files\/media_asset\/2019-UNAIDS-data_en.pdf&gt;. Minist\u00e9rio&nbsp; da&nbsp; Sa\u00fade,&nbsp; Secretaria&nbsp; de&nbsp; Vigil\u00e2ncia&nbsp; em&nbsp; Sa\u00fade.&nbsp; Boletim Epidemiol\u00f3gico&nbsp; HIV.&nbsp; Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2019.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1524,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[28],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/01.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1522"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1527,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions\/1527"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}