{"id":1394,"date":"2021-02-23T09:58:07","date_gmt":"2021-02-23T12:58:07","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1394"},"modified":"2021-02-25T15:35:31","modified_gmt":"2021-02-25T18:35:31","slug":"hiv-aids-nao-so-pega-em-gays","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/artigos\/hiv-aids-nao-so-pega-em-gays\/1394\/","title":{"rendered":"HIV\/Aids n\u00e3o s\u00f3 pega em gays!"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:39% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1395\" srcset=\"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-300x300.png 300w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-150x150.png 150w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-768x768.png 768w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo-75x75.png 75w, https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/artigo.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Texto: Sa\u00fade Positiva<\/p><p>Pouco mais de 40 anos ap\u00f3s os primeiros casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do HIV e das primeiras mortes em decorr\u00eancia da Aids, esta frase ainda \u00e9 necess\u00e1ria ser feita.<\/p><\/blockquote>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Como todos os v\u00edrus, todas pessoas est\u00e3o suscet\u00edveis a se contaminarem, sejam homossexuais, heterossexuais, bissexuais&#8230;indiv\u00edduos de todos os g\u00eaneros e sexualidades. Numa recente pesquisa dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontam que, &#8220;nos dados oficiais, os homens heterossexuais representam 49% dos casos, os homossexuais 38% e os bissexuais 9,1%\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados desta pesquisa revelam que, dos diagn\u00f3sticos entre 1980 e 2018, um alto percentual de novos casos de HIV\/Aids se consolidou entre indiv\u00edduos do sexo masculino, o que representa cerca de 65,5% dos infectados. Os estudos que mapeiam o perfil epidemiol\u00f3gico do HIV\/Aids apontaram para crescimento e cont\u00ednuo entre grupos pertencentes ao g\u00eanero masculino ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No inicio da epedimia, perfis do g\u00eanero masculino que faziam sexo com outros homens eram chamados de \u2018grupo de risco&#8217; (vale ressaltar que esta terminologia n\u00e3o \u00e9 nada adequada. Hoje&nbsp; fala-se sobre as comportamento de risco).<\/p>\n\n\n\n<p>Este pensamento ou perfis de grupos visto por muitos anos como risco, s\u00f3 fez refor\u00e7ar a ideia e os estigmas que o v\u00edrus s\u00f3 circula s\u00f3 entre a comunidade gay.Portanto, o estigma que a categoria \u201cgrupo de risco\u201d produziu, passou-se a usar o conceito de comportamento ou situa\u00e7\u00e3o de risco, destacando pr\u00e1ticas e n\u00e3o identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o que vem sendo notado no decorrer das \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 que, os homens heterossexuais, por n\u00e3o serem percebidos como \u2018grupo com risco\u2019 para a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV, ficavam subsumidos na categoria de \u201cpopula\u00e7\u00e3o geral\u201d nas an\u00e1lises. O que pode ter gerado a falsa ideia de que este grupo n\u00e3o se contaminasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a pesquisa indica que os dados dos \u00faltimos boletins epidemiol\u00f3gicos do HIV\/Aids (2017-2019), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mostram que, no Brasil, 73% (30.659) dos novos casos de HIV ocorreram no sexo masculino. Um em cada cinco novos casos de HIV est\u00e3o entre homens de 15 a 24 anos (2017). Entre homens na faixa et\u00e1ria de 20 a 24 anos a taxa de detec\u00e7\u00e3o de Aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, passando de 15,6 para 36,2. Destes n\u00fameros, predom\u00ednio da exposi\u00e7\u00e3o pela via de rela\u00e7\u00e3o heterossexual, correspondendo a 57,54% dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com uma pesquisa internacional realizada pelo Governo Ocidental da Austr\u00e1lia, em 2019, houve uma queda de 51% de casos de infec\u00e7\u00e3o entre os homens que se relacionaram sexualmente com outros homens quando comparado aos cinco anos anteriores. J\u00e1 entre os h\u00e9teros, houve um aumento de 21%.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa brasileira, traz reflex\u00f5es muito importantes quanto a quest\u00f5es de g\u00eanero, testagem, diagn\u00f3stico precoce, masculinidade, machismo e outros. Segundo os pesquisadores, \u201cdiscursos sobre a doen\u00e7a, tanto m\u00e9dico quanto da m\u00eddia, refor\u00e7a os padr\u00f5es da masculinidade hegem\u00f4nica segundo os quais os \u2018homens de verdade\u2019 s\u00e3o imunes \u00e0s doen\u00e7as. Essa diferencia\u00e7\u00e3o faz com que os homens heterossexuais tenham dificuldade em se perceber em risco para a aids.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Leia artigo na \u00edntegra <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2020000605001#:~:text =HIV%2FAIDS%20diagnosis%20in%20heterosexual,30%20years%20of%20the%20epidemi c\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Sa\u00fade Positiva Pouco mais de 40 anos ap\u00f3s os primeiros casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do HIV e das primeiras mortes em decorr\u00eancia da Aids, esta frase ainda \u00e9 necess\u00e1ria ser feita. Como todos os v\u00edrus, todas pessoas est\u00e3o suscet\u00edveis a se contaminarem, sejam homossexuais, heterossexuais, bissexuais&#8230;indiv\u00edduos de todos os g\u00eaneros e sexualidades. Numa recente pesquisa dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontam que, &#8220;nos dados oficiais, os homens heterossexuais representam 49% dos casos, os homossexuais 38% e os bissexuais 9,1%\u201d. Dados desta pesquisa revelam que, dos diagn\u00f3sticos entre 1980 e 2018, um alto percentual de novos casos de HIV\/Aids se consolidou entre indiv\u00edduos do sexo masculino, o que representa cerca de 65,5% dos infectados. Os estudos que mapeiam o perfil epidemiol\u00f3gico do HIV\/Aids apontaram para crescimento e cont\u00ednuo entre grupos pertencentes ao g\u00eanero masculino ao longo de d\u00e9cadas. No inicio da epedimia, perfis do g\u00eanero masculino que faziam sexo com outros homens eram chamados de \u2018grupo de risco&#8217; (vale ressaltar que esta terminologia n\u00e3o \u00e9 nada adequada. Hoje&nbsp; fala-se sobre as comportamento de risco). Este pensamento ou perfis de grupos visto por muitos anos como risco, s\u00f3 fez refor\u00e7ar a ideia e os estigmas que o v\u00edrus s\u00f3 circula s\u00f3 entre a comunidade gay.Portanto, o estigma que a categoria \u201cgrupo de risco\u201d produziu, passou-se a usar o conceito de comportamento ou situa\u00e7\u00e3o de risco, destacando pr\u00e1ticas e n\u00e3o identidades. Assim, o que vem sendo notado no decorrer das \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 que, os homens heterossexuais, por n\u00e3o serem percebidos como \u2018grupo com risco\u2019 para a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV, ficavam subsumidos na categoria de \u201cpopula\u00e7\u00e3o geral\u201d nas an\u00e1lises. O que pode ter gerado a falsa ideia de que este grupo n\u00e3o se contaminasse. Entretanto, a pesquisa indica que os dados dos \u00faltimos boletins epidemiol\u00f3gicos do HIV\/Aids (2017-2019), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mostram que, no Brasil, 73% (30.659) dos novos casos de HIV ocorreram no sexo masculino. Um em cada cinco novos casos de HIV est\u00e3o entre homens de 15 a 24 anos (2017). Entre homens na faixa et\u00e1ria de 20 a 24 anos a taxa de detec\u00e7\u00e3o de Aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, passando de 15,6 para 36,2. Destes n\u00fameros, predom\u00ednio da exposi\u00e7\u00e3o pela via de rela\u00e7\u00e3o heterossexual, correspondendo a 57,54% dos casos. De acordo com uma pesquisa internacional realizada pelo Governo Ocidental da Austr\u00e1lia, em 2019, houve uma queda de 51% de casos de infec\u00e7\u00e3o entre os homens que se relacionaram sexualmente com outros homens quando comparado aos cinco anos anteriores. J\u00e1 entre os h\u00e9teros, houve um aumento de 21%. A pesquisa brasileira, traz reflex\u00f5es muito importantes quanto a quest\u00f5es de g\u00eanero, testagem, diagn\u00f3stico precoce, masculinidade, machismo e outros. Segundo os pesquisadores, \u201cdiscursos sobre a doen\u00e7a, tanto m\u00e9dico quanto da m\u00eddia, refor\u00e7a os padr\u00f5es da masculinidade hegem\u00f4nica segundo os quais os \u2018homens de verdade\u2019 s\u00e3o imunes \u00e0s doen\u00e7as. 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