{"id":1354,"date":"2020-12-18T13:14:32","date_gmt":"2020-12-18T16:14:32","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1354"},"modified":"2020-12-18T13:14:32","modified_gmt":"2020-12-18T16:14:32","slug":"condicoes-cardiovasculares-de-pacientes-em-tratamento-para-hiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/artigos\/condicoes-cardiovasculares-de-pacientes-em-tratamento-para-hiv\/1354\/","title":{"rendered":"Condi\u00e7\u00f5es Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Alfredo Jos\u00e9\u00a0Mansur<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A terapia anti-infecciosa bem-sucedida de pacientes submetidos ao tratamento contempor\u00e2neo do HIV reduziu a mortalidade em 51% entre 2007 e 2017, em associa\u00e7\u00e3o com uma diminui\u00e7\u00e3o de 17% na incid\u00eancia; uma redu\u00e7\u00e3o na mortalidade associada a uma menor redu\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia significa mais pessoas vivendo com a doen\u00e7a causada pelo HIV.&nbsp;No Brasil, a taxa anual de mudan\u00e7a na mortalidade foi de -1,2% (-1,4% a -1,0%).&nbsp;Em muitos pa\u00edses, a taxa de sobreviv\u00eancia dos pacientes aumentou.&nbsp;Portanto, outras doen\u00e7as n\u00e3o-infecciosas, como doen\u00e7as cardiovasculares prevalentes, chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos respons\u00e1veis pelos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das bases dos cuidados de sa\u00fade dos pacientes. Os pacientes em tratamento bem-sucedido do HIV podem sofrer condi\u00e7\u00f5es assintom\u00e1ticas ou sintom\u00e1ticas que podem ser fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares&nbsp;ou apresentar anormalidades metab\u00f3licas&nbsp;que precisam de aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Al\u00e9m disso, novas tecnologias foram estudadas a fim de investigar mais profundamente a sa\u00fade vascular, como triagem ou ferramenta diagn\u00f3stica ou estrat\u00e9gias de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos anteriores foram realizados em popula\u00e7\u00f5es brasileiras de diferentes regi\u00f5es geogr\u00e1ficas. A mediana da espessura da \u00edntima-m\u00e9dia da car\u00f3tida foi de 0,54 (0,49, 0,62) mm em 535 pacientes infectados pelo HIV no Rio de Janeiro, 0,58 (0,52, 0,68) mm em 88 controles saud\u00e1veis e 0,57 (0,49, 0,70) mm em 10.943 participantes de uma grande coorte; as diferen\u00e7as n\u00e3o foram significativas ap\u00f3s o ajuste para vari\u00e1veis de confus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No estado do Paran\u00e1, em uma amostra de 538 pacientes, foi diagnosticada hipertens\u00e3o em 24,4%, hipercolesterolemia em 18,2%, HDL-colesterol baixo em 39,7%, hipertrigliceridemia em 51,3% e glicemia s\u00e9rica alta em 33,3% dos pacientes.\u00a0No estado de Minas Gerais, o estudo de uma amostra transversal de 133 pacientes em compara\u00e7\u00e3o com 20 controles saud\u00e1veis demonstrou que a resist\u00eancia \u00e0 insulina era mais comum entre os pacientes infectados e sugeriu o \u00edndice do Produto da Acumula\u00e7\u00e3o Lip\u00eddica como um novo biomarcador de risco cardiovascular em pacientes com HIV.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse aqui: https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0066-782X2020000100098&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alfredo Jos\u00e9\u00a0Mansur A terapia anti-infecciosa bem-sucedida de pacientes submetidos ao tratamento contempor\u00e2neo do HIV reduziu a mortalidade em 51% entre 2007 e 2017, em associa\u00e7\u00e3o com uma diminui\u00e7\u00e3o de 17% na incid\u00eancia; uma redu\u00e7\u00e3o na mortalidade associada a uma menor redu\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia significa mais pessoas vivendo com a doen\u00e7a causada pelo HIV.&nbsp;No Brasil, a taxa anual de mudan\u00e7a na mortalidade foi de -1,2% (-1,4% a -1,0%).&nbsp;Em muitos pa\u00edses, a taxa de sobreviv\u00eancia dos pacientes aumentou.&nbsp;Portanto, outras doen\u00e7as n\u00e3o-infecciosas, como doen\u00e7as cardiovasculares prevalentes, chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos respons\u00e1veis pelos pacientes. 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A mediana da espessura da \u00edntima-m\u00e9dia da car\u00f3tida foi de 0,54 (0,49, 0,62) mm em 535 pacientes infectados pelo HIV no Rio de Janeiro, 0,58 (0,52, 0,68) mm em 88 controles saud\u00e1veis e 0,57 (0,49, 0,70) mm em 10.943 participantes de uma grande coorte; as diferen\u00e7as n\u00e3o foram significativas ap\u00f3s o ajuste para vari\u00e1veis de confus\u00e3o. No estado do Paran\u00e1, em uma amostra de 538 pacientes, foi diagnosticada hipertens\u00e3o em 24,4%, hipercolesterolemia em 18,2%, HDL-colesterol baixo em 39,7%, hipertrigliceridemia em 51,3% e glicemia s\u00e9rica alta em 33,3% dos pacientes.\u00a0No estado de Minas Gerais, o estudo de uma amostra transversal de 133 pacientes em compara\u00e7\u00e3o com 20 controles saud\u00e1veis demonstrou que a resist\u00eancia \u00e0 insulina era mais comum entre os pacientes infectados e sugeriu o \u00edndice do Produto da Acumula\u00e7\u00e3o Lip\u00eddica como um novo biomarcador de risco cardiovascular em pacientes com HIV. 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