{"id":1341,"date":"2020-12-18T12:35:52","date_gmt":"2020-12-18T15:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1341"},"modified":"2020-12-18T12:35:52","modified_gmt":"2020-12-18T15:35:52","slug":"qualidade-de-vida-em-individuos-iniciando-a-terapia-antirretroviral-um-estudo-de-coorte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/artigos\/qualidade-de-vida-em-individuos-iniciando-a-terapia-antirretroviral-um-estudo-de-coorte\/1341\/","title":{"rendered":"Qualidade de vida em indiv\u00edduos iniciando a terapia antirretroviral: um estudo de coorte"},"content":{"rendered":"\n<p>Gabriela Sales Pimentel, Maria das Gra\u00e7as Braga Ceccato, Juliana de Oliveira Costa, Jullye Campos Mendes, Palmira de F\u00e1tima Bonolo, Micheline Rosa Silveira<\/p>\n\n\n\n<h3>RESUMO<\/h3>\n\n\n\n<h3>OBJETIVO<\/h3>\n\n\n\n<p>Avaliar longitudinalmente a altera\u00e7\u00e3o da qualidade de vida em pessoas que vivem com HIV iniciando a terapia antirretroviral, atendidas em tr\u00eas servi\u00e7os p\u00fablicos de refer\u00eancia na assist\u00eancia especializada ao HIV em Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<h3>M\u00c9TODOS<\/h3>\n\n\n\n<p>Estudo de coorte prospectivo, com o acompanhamento de pessoas que vivem com HIV, com 18 anos de idade ou mais, e iniciando terapia antirretroviral. Dados sociodemogr\u00e1ficos, comportamentais, cl\u00ednicos, relacionados ao tratamento farmacol\u00f3gico e ao servi\u00e7o foram obtidos por entrevistas, complementados com informa\u00e7\u00f5es dos prontu\u00e1rios cl\u00ednicos e dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o do Programa Brasileiro de HIV\/AIDS. A qualidade de vida foi avaliada utilizando o instrumento WHOQOLHIV-bref, por meio de entrevista face a face, com intervalo m\u00ednimo de seis meses entre as entrevistas. A altera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia na qualidade de vida entre as duas entrevistas foi avaliada utilizando o teste&nbsp;<em>t<\/em>&nbsp;pareado. Os fatores associados foram avaliados por meio de regress\u00e3o linear m\u00faltipla.<\/p>\n\n\n\n<h3>RESULTADOS<\/h3>\n\n\n\n<p>A qualidade de vida global, assim como a qualidade de vida nos dom\u00ednios f\u00edsico, psicol\u00f3gico, n\u00edvel de independ\u00eancia, ambiente e espiritual foram estatisticamente melhores em pessoas que vivem com HIV usando terapia antirretroviral no final do tempo de acompanhamento. Fatores independentemente associados ao incremento na qualidade de vida foram possuir cren\u00e7a religiosa e morar com outras pessoas. Enquanto ter sinais ou sintomas de ansiedade e depress\u00e3o e o n\u00famero de rea\u00e7\u00f5es adversas a medicamentos reportadas foram preditores associados \u00e0 piora da qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<h3>CONCLUS\u00d5ES<\/h3>\n\n\n\n<p>Os resultados evidenciam melhora na qualidade de vida em pessoas vivendo com HIV iniciando a terapia antirretroviral ao longo do tempo. Evidenciam ainda a necessidade de se acompanhar e prover cuidados de sa\u00fade, em especial para indiv\u00edduos com sinais e sintomas de ansiedade e depress\u00e3o e que relatam rea\u00e7\u00f5es adversas a medicamentos no in\u00edcio do tratamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriela Sales Pimentel, Maria das Gra\u00e7as Braga Ceccato, Juliana de Oliveira Costa, Jullye Campos Mendes, Palmira de F\u00e1tima Bonolo, Micheline Rosa Silveira RESUMO OBJETIVO Avaliar longitudinalmente a altera\u00e7\u00e3o da qualidade de vida em pessoas que vivem com HIV iniciando a terapia antirretroviral, atendidas em tr\u00eas servi\u00e7os p\u00fablicos de refer\u00eancia na assist\u00eancia especializada ao HIV em Belo Horizonte. M\u00c9TODOS Estudo de coorte prospectivo, com o acompanhamento de pessoas que vivem com HIV, com 18 anos de idade ou mais, e iniciando terapia antirretroviral. Dados sociodemogr\u00e1ficos, comportamentais, cl\u00ednicos, relacionados ao tratamento farmacol\u00f3gico e ao servi\u00e7o foram obtidos por entrevistas, complementados com informa\u00e7\u00f5es dos prontu\u00e1rios cl\u00ednicos e dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o do Programa Brasileiro de HIV\/AIDS. A qualidade de vida foi avaliada utilizando o instrumento WHOQOLHIV-bref, por meio de entrevista face a face, com intervalo m\u00ednimo de seis meses entre as entrevistas. A altera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia na qualidade de vida entre as duas entrevistas foi avaliada utilizando o teste&nbsp;t&nbsp;pareado. Os fatores associados foram avaliados por meio de regress\u00e3o linear m\u00faltipla. RESULTADOS A qualidade de vida global, assim como a qualidade de vida nos dom\u00ednios f\u00edsico, psicol\u00f3gico, n\u00edvel de independ\u00eancia, ambiente e espiritual foram estatisticamente melhores em pessoas que vivem com HIV usando terapia antirretroviral no final do tempo de acompanhamento. Fatores independentemente associados ao incremento na qualidade de vida foram possuir cren\u00e7a religiosa e morar com outras pessoas. Enquanto ter sinais ou sintomas de ansiedade e depress\u00e3o e o n\u00famero de rea\u00e7\u00f5es adversas a medicamentos reportadas foram preditores associados \u00e0 piora da qualidade de vida. CONCLUS\u00d5ES Os resultados evidenciam melhora na qualidade de vida em pessoas vivendo com HIV iniciando a terapia antirretroviral ao longo do tempo. Evidenciam ainda a necessidade de se acompanhar e prover cuidados de sa\u00fade, em especial para indiv\u00edduos com sinais e sintomas de ansiedade e depress\u00e3o e que relatam rea\u00e7\u00f5es adversas a medicamentos no in\u00edcio do tratamento.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1344,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[28],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/terapia-antirretroviral.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1341"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1343,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341\/revisions\/1343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1344"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}