{"id":1321,"date":"2020-12-14T18:00:06","date_gmt":"2020-12-14T21:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1321"},"modified":"2020-12-14T18:02:00","modified_gmt":"2020-12-14T21:02:00","slug":"como-anda-a-epidemia-de-sifilis-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/noticias\/noticias-noticias\/como-anda-a-epidemia-de-sifilis-no-brasil\/1321\/","title":{"rendered":"Como anda a epidemia de s\u00edfilis no Brasil?"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <em>Rico Vasconcelos<\/em>, republicado do Uol<\/p>\n\n\n\n<p>No meu trabalho como m\u00e9dico infectologista, passo boa parte do tempo respondendo a perguntas. As que aparecem s\u00e3o em geral coerentes, feitas por pessoas que est\u00e3o de fato preocupadas com o controle das infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs). Mas dentre os v\u00e1rios questionamentos, o que recebo com a maior frequ\u00eancia \u00e9 indiscutivelmente &#8220;Voc\u00ea sabia que n\u00e3o existe apenas o HIV no mundo? E as outras ISTs?&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabendo que a origem das d\u00favidas costuma ser a falta de informa\u00e7\u00e3o, resolvi escrever um pouco sobre como estamos no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s &#8220;outras ISTs&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2019\/11\/21\/meu-parceiro-tem-sifilis-e-transamos-sem-camisinha-fui-contaminada-jairo.htm\"><img src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/bc\/2020\/03\/27\/placeholder-novo-1585315136700_v2_300x225.png\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Antes de mais nada, vamos delimitar quem s\u00e3o elas. As ISTs mais frequentes na popula\u00e7\u00e3o mundial causadas por bact\u00e9rias s\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/ricovasconcelos.blogosfera.uol.com.br\/2018\/03\/30\/hiv-sifilis-gonorreia-e-clamidia-quem-e-quem-no-mundo-das-ists\/\">a clam\u00eddia, a gonorreia e a s\u00edfilis<\/a>. Mas, no Brasil,&nbsp;<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2016\/prt0204_17_02_2016.html\">a \u00fanica IST de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria<\/a>&nbsp;ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, al\u00e9m do HIV\/<a href=\"https:\/\/uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2018\/12\/04\/aids-sintomas-iniciais-da-infeccao-por-hiv-podem-ser-confundidos-com-gripe.htm\">Aids<\/a>, \u00e9 a s\u00edfilis.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi s\u00f3 a partir de 2010 que os casos de s\u00edfilis transmitidos por via sexual entre adultos entraram na Lista de Notifica\u00e7\u00e3o Compuls\u00f3ria. Antes disso, apenas os casos de s\u00edfilis em gestantes e os de s\u00edfilis cong\u00eanita (transmiss\u00e3o da gestante para o seu beb\u00ea), eram contabilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>O motivo disso \u00e9 que a s\u00edfilis cong\u00eanita \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o com os maiores preju\u00edzos ao indiv\u00edduo infectado, podendo deixar sequelas na crian\u00e7a e at\u00e9 mesmo provocar o aborto. Uma vez que a s\u00edfilis cong\u00eanita pode ser evitada com diagn\u00f3stico e tratamento das gestantes, seu controle \u00e9 uma das maiores prioridades na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, na enorme maioria das vezes em que um adulto saud\u00e1vel se infecta com a s\u00edfilis, basta que seja feito o diagn\u00f3stico e tratamento adequados para se chegar \u00e0 cura, sem qualquer problema maior de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, portanto, s\u00f3 passamos a acompanhar e compreender a din\u00e2mica da s\u00edfilis de forma mais detalhada nos \u00faltimos 10 anos. E o que vimos acontecer nesse per\u00edodo foi impressionante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00faltimo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.aids.gov.br\/pt-br\/pub\/2020\/boletim-sifilis-2020#:~:text=A%20presente%20edi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Boletim,de%20dados%20b%C3%A1sicos%2C%20indicadores%20e\">Boletim Epidemiol\u00f3gico de S\u00edfilis<\/a>&nbsp;do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, somente entre 2010 e 2018 houve no Brasil um aumento de mais de 36 vezes no n\u00famero de novos casos da doen\u00e7a registrados anualmente. Da mesma forma que com o HIV, o aumento nos casos de s\u00edfilis ocorreu de forma mais intensa entre os jovens de 20 a 29 anos, no in\u00edcio da vida sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>O boletim tamb\u00e9m mostra que, entre 2018 e 2019, houve uma mudan\u00e7a no padr\u00e3o de crescimento dos casos de s\u00edfilis no pa\u00eds, com invers\u00e3o da curva de incid\u00eancia e uma surpreendente redu\u00e7\u00e3o de 4,5% no n\u00famero registrado de novos casos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes que algu\u00e9m se anime para dizer que enfim estamos vencendo a epidemia de s\u00edfilis, o pr\u00f3prio minist\u00e9rio informa no boletim que a redu\u00e7\u00e3o pode estar relacionada a problemas na transfer\u00eancia dos dados de notifica\u00e7\u00e3o das esferas municipais para a federal, causados, entre outras coisas, pela pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade), a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da s\u00edfilis no Brasil \u00e9 semelhante a de outros pa\u00edses. Entre aqueles que j\u00e1 registravam os casos da doen\u00e7a desde antes de 2010, vemos que depois de um longo per\u00edodo de queda progressiva da incid\u00eancia da s\u00edfilis, a partir do final da d\u00e9cada de 1990 os casos voltaram a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente do que muitos acreditam,&nbsp;<a href=\"https:\/\/ricovasconcelos.blogosfera.uol.com.br\/2019\/10\/25\/afinal-o-uso-da-prep-causa-ou-nao-o-aumento-das-outras-ists\/\">o uso da PrEP n\u00e3o \u00e9 a causa desse fen\u00f4meno<\/a>. Especialistas apontam como uma das poss\u00edveis origens o desenvolvimento do tratamento do HIV, com a redu\u00e7\u00e3o tanto das mortes em decorr\u00eancia da Aids como do medo da infec\u00e7\u00e3o existente nas pr\u00e1ticas sexuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, os dados sobre gonorreia e clam\u00eddia dos outros pa\u00edses mostram crescimento semelhante dos casos a partir do in\u00edcio desse s\u00e9culo, muito antes da chegada da PrEP. N\u00e3o \u00e9 preciso ser um especialista em epidemiologia para concluir que as estrat\u00e9gias utilizadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas para controle das ISTs bacterianas tiveram um impacto limitado. Parte desse fracasso ocorreu por ter sido empregada de forma isolada a recomenda\u00e7\u00e3o do uso da camisinha, o que n\u00e3o foi nem nunca ser\u00e1 adotada por toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o do HIV nos ensinou que s\u00f3 conseguimos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/colunas\/rico-vasconcelos\/2020\/12\/04\/prep-faz-novos-casos-de-hiv-de-sp-diminuirem-25-em-apenas-2-anos.htm\">virar o jogo e reduzir os novos casos da&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/colunas\/rico-vasconcelos\/2020\/12\/04\/prep-faz-novos-casos-de-hiv-de-sp-diminuirem-25-em-apenas-2-anos.htm\">infec\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;quando diversificamos as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o, usando o aconselhamento sexual sem julgamento, amplia\u00e7\u00e3o da testagem e tratamento dos casos, e uma preven\u00e7\u00e3o medicamentosa associada \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o do uso do preservativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que me perguntam ent\u00e3o &#8220;Voc\u00ea sabia que n\u00e3o existe apenas o HIV no mundo? E as outras ISTs?&#8221;, a melhor resposta que posso dar, embasada no conhecimento cient\u00edfico atual, \u00e9 &#8220;Contra elas, estamos com um discurso obsoleto. Precisaremos pegar uma carona com o HIV e modernizar essa preven\u00e7\u00e3o se quisermos ter algum sucesso&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rico Vasconcelos, republicado do Uol No meu trabalho como m\u00e9dico infectologista, passo boa parte do tempo respondendo a perguntas. As que aparecem s\u00e3o em geral coerentes, feitas por pessoas que est\u00e3o de fato preocupadas com o controle das infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs). Mas dentre os v\u00e1rios questionamentos, o que recebo com a maior frequ\u00eancia \u00e9 indiscutivelmente &#8220;Voc\u00ea sabia que n\u00e3o existe apenas o HIV no mundo? E as outras ISTs?&#8221;. Sabendo que a origem das d\u00favidas costuma ser a falta de informa\u00e7\u00e3o, resolvi escrever um pouco sobre como estamos no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s &#8220;outras ISTs&#8221;. Antes de mais nada, vamos delimitar quem s\u00e3o elas. As ISTs mais frequentes na popula\u00e7\u00e3o mundial causadas por bact\u00e9rias s\u00e3o&nbsp;a clam\u00eddia, a gonorreia e a s\u00edfilis. Mas, no Brasil,&nbsp;a \u00fanica IST de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria&nbsp;ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, al\u00e9m do HIV\/Aids, \u00e9 a s\u00edfilis. Foi s\u00f3 a partir de 2010 que os casos de s\u00edfilis transmitidos por via sexual entre adultos entraram na Lista de Notifica\u00e7\u00e3o Compuls\u00f3ria. Antes disso, apenas os casos de s\u00edfilis em gestantes e os de s\u00edfilis cong\u00eanita (transmiss\u00e3o da gestante para o seu beb\u00ea), eram contabilizados. O motivo disso \u00e9 que a s\u00edfilis cong\u00eanita \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o com os maiores preju\u00edzos ao indiv\u00edduo infectado, podendo deixar sequelas na crian\u00e7a e at\u00e9 mesmo provocar o aborto. Uma vez que a s\u00edfilis cong\u00eanita pode ser evitada com diagn\u00f3stico e tratamento das gestantes, seu controle \u00e9 uma das maiores prioridades na sa\u00fade p\u00fablica. Por outro lado, na enorme maioria das vezes em que um adulto saud\u00e1vel se infecta com a s\u00edfilis, basta que seja feito o diagn\u00f3stico e tratamento adequados para se chegar \u00e0 cura, sem qualquer problema maior de sa\u00fade. No Brasil, portanto, s\u00f3 passamos a acompanhar e compreender a din\u00e2mica da s\u00edfilis de forma mais detalhada nos \u00faltimos 10 anos. E o que vimos acontecer nesse per\u00edodo foi impressionante. Segundo o \u00faltimo&nbsp;Boletim Epidemiol\u00f3gico de S\u00edfilis&nbsp;do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, somente entre 2010 e 2018 houve no Brasil um aumento de mais de 36 vezes no n\u00famero de novos casos da doen\u00e7a registrados anualmente. Da mesma forma que com o HIV, o aumento nos casos de s\u00edfilis ocorreu de forma mais intensa entre os jovens de 20 a 29 anos, no in\u00edcio da vida sexual. O boletim tamb\u00e9m mostra que, entre 2018 e 2019, houve uma mudan\u00e7a no padr\u00e3o de crescimento dos casos de s\u00edfilis no pa\u00eds, com invers\u00e3o da curva de incid\u00eancia e uma surpreendente redu\u00e7\u00e3o de 4,5% no n\u00famero registrado de novos casos da doen\u00e7a. Antes que algu\u00e9m se anime para dizer que enfim estamos vencendo a epidemia de s\u00edfilis, o pr\u00f3prio minist\u00e9rio informa no boletim que a redu\u00e7\u00e3o pode estar relacionada a problemas na transfer\u00eancia dos dados de notifica\u00e7\u00e3o das esferas municipais para a federal, causados, entre outras coisas, pela pandemia de covid-19. De acordo com a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade), a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da s\u00edfilis no Brasil \u00e9 semelhante a de outros pa\u00edses. Entre aqueles que j\u00e1 registravam os casos da doen\u00e7a desde antes de 2010, vemos que depois de um longo per\u00edodo de queda progressiva da incid\u00eancia da s\u00edfilis, a partir do final da d\u00e9cada de 1990 os casos voltaram a aumentar. Diferente do que muitos acreditam,&nbsp;o uso da PrEP n\u00e3o \u00e9 a causa desse fen\u00f4meno. Especialistas apontam como uma das poss\u00edveis origens o desenvolvimento do tratamento do HIV, com a redu\u00e7\u00e3o tanto das mortes em decorr\u00eancia da Aids como do medo da infec\u00e7\u00e3o existente nas pr\u00e1ticas sexuais. Da mesma forma, os dados sobre gonorreia e clam\u00eddia dos outros pa\u00edses mostram crescimento semelhante dos casos a partir do in\u00edcio desse s\u00e9culo, muito antes da chegada da PrEP. N\u00e3o \u00e9 preciso ser um especialista em epidemiologia para concluir que as estrat\u00e9gias utilizadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas para controle das ISTs bacterianas tiveram um impacto limitado. Parte desse fracasso ocorreu por ter sido empregada de forma isolada a recomenda\u00e7\u00e3o do uso da camisinha, o que n\u00e3o foi nem nunca ser\u00e1 adotada por toda a popula\u00e7\u00e3o. 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