{"id":1100,"date":"2020-08-31T16:59:16","date_gmt":"2020-08-31T19:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1100"},"modified":"2020-08-31T16:59:16","modified_gmt":"2020-08-31T19:59:16","slug":"pesquisa-pessoas-vivendo-com-hiv-e-hepatite-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/noticias\/noticias-noticias\/pesquisa-pessoas-vivendo-com-hiv-e-hepatite-c\/1100\/","title":{"rendered":"Pesquisa: pessoas vivendo com HIV e hepatite C"},"content":{"rendered":"\n<p>A hepatite C e o cuidado de pessoas vivendo com HIV foram tema do \u201cDigital International Liver Congress\u201d (Congresso Digital Internacional do F\u00edgado). De acordo com pesquisadores da coorte francesa HEPAVIH, pessoas vivendo com HIV n\u00e3o t\u00eam risco maior de complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao f\u00edgado ou morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica quando s\u00e3o tratadas de hepatite C com antivirais de a\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o s\u00e3o tratadas, o risco de progress\u00e3o e morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica \u00e9 maior do que o das pessoas que est\u00e3o apenas com hepatite C. O tratamento antiviral de a\u00e7\u00e3o direta apresenta taxas de cura acima de 90% para a maioria das popula\u00e7\u00f5es, mas os resultados de sa\u00fade em longo prazo das pessoas com coinfec\u00e7\u00e3o por HIV e Hepatite C ainda n\u00e3o s\u00e3o claros.<\/p>\n\n\n\n<p>Um total de 2.049 pessoas com infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de hepatite C e 592 pessoas com HIV e infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de hepatite C foram inclu\u00eddas no estudo. A coorte era predominantemente masculina (73%), com mediana de idade de 53 anos. Todos foram tratados com antivirais de a\u00e7\u00e3o direta entre 2014 e 2017. A an\u00e1lise excluiu pessoas com hist\u00f3rico de eventos relacionados ao f\u00edgado antes do tratamento. Pessoas com HIV viviam com hepatite C h\u00e1 mais tempo (18 anos versus 14,5 anos), mas a cirrose era menos comum entre pessoas com HIV (28% contra 41%). Noventa e tr\u00eas por cento das pessoas vivendo com HIV e 94,6% das pessoas com hepatite C foram curadas. Os regimes de tratamento predominantes foram sofosbuvir\/ledipasvir ou sofosbuvir\/daclatasvir.<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo de \u00e1lcool foi mais comum em pessoas que vivem com HIV (53% vs 2%), assim como o tabagismo (60% vs 48%). Em m\u00e9dia, o acompanhamento aos participantes da pesquisa foi feito por 2,8 anos ap\u00f3s o tratamento. N\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa na incid\u00eancia de eventos relacionados ao f\u00edgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa na mortalidade relacionada ao f\u00edgado. Pessoas que vivem com HIV e hepatite C n\u00e3o tiveram um risco aumentado de eventos relacionados ao f\u00edgado ou de morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica em compara\u00e7\u00e3o a pessoas que tinham apenas hepatite C.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, 88% das pessoas com HIV que morreram alcan\u00e7aram uma resposta virol\u00f3gica sustentada, em compara\u00e7\u00e3o com 82% das pessoas monoinfectadas que morreram.<\/p>\n\n\n\n<p>Mathieu Chalouni, pesquisador da Universidade de Bordeaux, disse que o maior risco de mortalidade n\u00e3o hep\u00e1tica pode ser explicado pela inflama\u00e7\u00e3o relacionada ao HIV e imunodefici\u00eancia ou pelo maior consumo de \u00e1lcool e tabaco. Para ler o estudo completo: Chalouni M et al. HIV co-infection and risk of morbidity and mortality in HCV patients treated by DAA. Journal of Hepatology, supplement 1 [International Liver Congress], S105, AS153, 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hepatite C e o cuidado de pessoas vivendo com HIV foram tema do \u201cDigital International Liver Congress\u201d (Congresso Digital Internacional do F\u00edgado). De acordo com pesquisadores da coorte francesa HEPAVIH, pessoas vivendo com HIV n\u00e3o t\u00eam risco maior de complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao f\u00edgado ou morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica quando s\u00e3o tratadas de hepatite C com antivirais de a\u00e7\u00e3o direta. Quando n\u00e3o s\u00e3o tratadas, o risco de progress\u00e3o e morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica \u00e9 maior do que o das pessoas que est\u00e3o apenas com hepatite C. 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Os regimes de tratamento predominantes foram sofosbuvir\/ledipasvir ou sofosbuvir\/daclatasvir. O consumo de \u00e1lcool foi mais comum em pessoas que vivem com HIV (53% vs 2%), assim como o tabagismo (60% vs 48%). Em m\u00e9dia, o acompanhamento aos participantes da pesquisa foi feito por 2,8 anos ap\u00f3s o tratamento. N\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa na incid\u00eancia de eventos relacionados ao f\u00edgado. Tamb\u00e9m n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa na mortalidade relacionada ao f\u00edgado. Pessoas que vivem com HIV e hepatite C n\u00e3o tiveram um risco aumentado de eventos relacionados ao f\u00edgado ou de morte por doen\u00e7a hep\u00e1tica em compara\u00e7\u00e3o a pessoas que tinham apenas hepatite C. Em geral, 88% das pessoas com HIV que morreram alcan\u00e7aram uma resposta virol\u00f3gica sustentada, em compara\u00e7\u00e3o com 82% das pessoas monoinfectadas que morreram. Mathieu Chalouni, pesquisador da Universidade de Bordeaux, disse que o maior risco de mortalidade n\u00e3o hep\u00e1tica pode ser explicado pela inflama\u00e7\u00e3o relacionada ao HIV e imunodefici\u00eancia ou pelo maior consumo de \u00e1lcool e tabaco. Para ler o estudo completo: Chalouni M et al. HIV co-infection and risk of morbidity and mortality in HCV patients treated by DAA. 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