{"id":1364,"date":"2021-02-02T08:41:29","date_gmt":"2021-02-02T11:41:29","guid":{"rendered":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/?p=1364"},"modified":"2021-02-23T19:45:43","modified_gmt":"2021-02-23T22:45:43","slug":"aumento-progressivo-de-casos-de-hiv-aids-em-mulheres-em-idade-reprodutiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/materiais-informativos\/cards\/aumento-progressivo-de-casos-de-hiv-aids-em-mulheres-em-idade-reprodutiva\/1364\/","title":{"rendered":"Aumento progressivo de casos de HIV\/aids em mulheres em idade reprodutiva"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1365\" srcset=\"http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-1024x1024.png 1024w, http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-300x300.png 300w, http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-150x150.png 150w, http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-768x768.png 768w, http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000-75x75.png 75w, http:\/\/fundopositivo.org.br\/saudepositiva\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/0001-16185243693_20210129_202653_0000.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O aumento progressivo de casos de HIV\/aids em mulheres em idade reprodutiva contribuiu para o incremento nas taxas de transmiss\u00e3o vertical, apresentando-se como importante desafio para as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o Norte do Brasil destaca-se no cen\u00e1rio nacional como a que det\u00e9m maior crescimento nos coeficientes de detec\u00e7\u00e3o de HIV em gestantes nos \u00faltimos dez anos. Dentro desse panorama epidemiol\u00f3gico, o estado do Par\u00e1 apresentou a quarta maior taxa do pa\u00eds de detec\u00e7\u00e3o de HIV em gestantes, registrando \u00edndice de 3,4 casos\/mil nascidos vivos em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O HIV na gesta\u00e7\u00e3o afeta a qualidade de vida das mulheres e traz repercuss\u00f5es negativas para o bin\u00f4mio m\u00e3e-filho, principalmente quando o diagn\u00f3stico \u00e9 realizado tardiamente, tornando a elimina\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical do HIV algo cada vez mais distante.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos demostraram que o risco de transmiss\u00e3o do HIV durante o trabalho de parto \u00e9 bastante expressivo, correspondendo a cerca de 65%, ao passo que tal risco no decorrer da gesta\u00e7\u00e3o e amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 de 35% e 22%, respectivamente. Entretanto, a implementa\u00e7\u00e3o de medidas profil\u00e1ticas ao longo da gesta\u00e7\u00e3o e parto reduz o risco de transmiss\u00e3o materno-infantil a \u00edndices menores que 2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais fatores associados a essa via de transmiss\u00e3o refere-se sobretudo \u00e0 alta carga viral materna, n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de antirretrovirais, ruptura da membrana amni\u00f3tica superior a quatro horas, via do parto, prematuridade da crian\u00e7a e uso de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres jovens, com baixo padr\u00e3o socioecon\u00f4mico e com poucos anos de estudo apresentam-se como grupo vulner\u00e1vel para a infec\u00e7\u00e3o perinatal, seja pelo desconhecimento dos fatores relacionados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, seja pela possibilidade de gesta\u00e7\u00f5es consecutivas sem acompanhamento pr\u00e9-natal adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a realiza\u00e7\u00e3o de testes para detec\u00e7\u00e3o do HIV durante o pr\u00e9-natal \u00e9 uma oportunidade para a triagem sorol\u00f3gica. O conhecimento do diagn\u00f3stico positivo para o v\u00edrus direciona a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, tais como a escolha da terapia antirretroviral (TARV) adequada, o planejamento do tipo de parto e o in\u00edcio precoce da profilaxia para os rec\u00e9m-nascidos expostos, a fim de minimizar os fatores de riscos da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV da m\u00e3e para o filho e desfechos p\u00f3s-natais desfavor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo exposto, a preven\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o vertical do HIV configura-se como um desafio importante para a equipe de sa\u00fade no \u00e2mbito do acompanhamento pr\u00e9-natal, de modo especial para a assist\u00eancia de enfermagem, tanto pela complexidade que envolve a aten\u00e7\u00e3o a essa gestante quanto pelo cuidado diferenciado demandado ao bin\u00f4mio m\u00e3e-filho. Logo, torna-se imprescind\u00edvel a an\u00e1lise do HIV nesse p\u00fablico feminino de forma mais ampla, levando em considera\u00e7\u00e3o as especificidades locais e a ades\u00e3o \u00e0s estrat\u00e9gias no pr\u00e9-natal para a preven\u00e7\u00e3o e controle da transmiss\u00e3o vertical do v\u00edrus da aids.<\/p>\n\n\n\n<h3>Rev. Bras. Enferm.&nbsp;vol.74&nbsp;&nbsp;supl.4&nbsp;Bras\u00edlia&nbsp;&nbsp;2021 &#8211; Jan&nbsp;22, 2021<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento progressivo de casos de HIV\/aids em mulheres em idade reprodutiva contribuiu para o incremento nas taxas de transmiss\u00e3o vertical, apresentando-se como importante desafio para as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade. A regi\u00e3o Norte do Brasil destaca-se no cen\u00e1rio nacional como a que det\u00e9m maior crescimento nos coeficientes de detec\u00e7\u00e3o de HIV em gestantes nos \u00faltimos dez anos. 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Os principais fatores associados a essa via de transmiss\u00e3o refere-se sobretudo \u00e0 alta carga viral materna, n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de antirretrovirais, ruptura da membrana amni\u00f3tica superior a quatro horas, via do parto, prematuridade da crian\u00e7a e uso de drogas. Mulheres jovens, com baixo padr\u00e3o socioecon\u00f4mico e com poucos anos de estudo apresentam-se como grupo vulner\u00e1vel para a infec\u00e7\u00e3o perinatal, seja pelo desconhecimento dos fatores relacionados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, seja pela possibilidade de gesta\u00e7\u00f5es consecutivas sem acompanhamento pr\u00e9-natal adequado. Nesse sentido, a realiza\u00e7\u00e3o de testes para detec\u00e7\u00e3o do HIV durante o pr\u00e9-natal \u00e9 uma oportunidade para a triagem sorol\u00f3gica. 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